amor x ódio

Novembro 21, 2009

O ódio para começar leva uma vida
O amor, um segundo.
O ódio é um processo manufaturado
O amor é industrial.

O ódio é amargura, problema é dor.
O amor não difere só porque é amor
O ódio é tudo
O amor deixa de ser.

O ódio cresce como num flash de raio na imensidão
O amor diminui comoos dias chuvosos que tendem a acabar
O ódio é profundo
O amor é imundo

O ódio me faz alguém
O amor te faz ninguém
O amor é doente
O ódio indiferente

O ódio cresceu com o tempo
O amor cresceu com nada, o seu.
O ódio nos condena a inquietação
O amor é toda a manifestação de pensamentos doentios.
O amor acabou,
mas o ódio
continua…


It weren’t my fault!

Novembro 15, 2009

As culpas de uma vida desregulada são impostas de forma dura nos outros. A válvula de escape são os outros, e o alvo são eles. Ninguém consegue entender que colocamos nossas expectativas, nossos medos, e todos os outros sentimentos maléficos nos outros, esperando que este “outro” seja capaz de suprir estes sentimentos e nos fazerem mais puros.
A culpa nunca é nossa, e sim dos outros.
A culpa é de quem não tava, nem ficou.
De quem não viu e não sabe.
De quem perdeu o ônibus lotado, de quem já se foi.

A culpa é apenas mais uma das válvulas que encontramos no caminho da vida, e impomos ela de forma totalitária em alguém que ‘não estava’.
E continuamos impondo nossos limites e dogmas nos outros, para que estes outros sejam o que sempre queríamos, um dia.

Os outros…
Apenas eles, são baús.
São baús onde colocamos as nossas coisas velhas e imprestáveis.


doisemum.

Novembro 15, 2009

there are two ways to see what i say. will be that you able to understand what i wanna tell?
the life is now “doisemum”, are you more efficient than my words?
will you get find a word to about me?

that is doisemum.


Começar de novo.

Novembro 13, 2009

Começar pelo zero
Como a água que entra em solidificação
Como a felicidade, que começa com um sorriso
Como você, que me veio com o brilho nos olhos

Começar pelo nada
Como o nada que começou antes de você
Como o nada que formou-se diante de mim
Como o nada que esteve em minha vida enquanto não a tinha
Como o nada que a vida proporciona nos momentos fúnebres

Começar pelo perdão
Como o auto-perdão, que me ajuda a crescer
A viver
A ser
Como o sim que demos a vida, e da vida compartilharemos a positividade.

Começar pelo beijo
Como o beijo tímido que nos demos
Como o beijo ofegante que forcei
Como o entrelaçar dos nossos dedos, e da nossa alma

Começar do desejo
Daquele que existia
Que se apagou,
Que voltou
Que se foi, e se foi, e voltou
Como uma bala penetrando minha vida, meu peito

Começar pelo calor
Seu calor, meu calor.
Meu suor escorrendo pela face,
Meu nervoso escoriando pelo rosto

Começar pelas palavras
Que tanto agridem,
Que tanto consolam
Que tanto amenizam
Que tanto emocionam.

Começar pela lágrima
Que tanto dói
Que tanto machuca
Que te faz um nada
Que te faz humilhar
Que me faz penalizar

Começar pelo sonho
Que te faz crescer
Que nos fazem esperançosos
Como um sonho que sempre existiu, a realidade

Começar pelo toque
Que sua mão proporcionou no meu corpo
Que a minha mão proporcionou no seu corpo
Que em conjunto, nossas mãos tocaram.
Que em conjunto, tocamos a alma simultaneamente

Começar é o lema.
Mas começar de novo é ainda mais legal,
É ainda mais especial
É ainda mais racional.


florbela diz:

Novembro 9, 2009

“… E este amor que assim me vai fugindo é igual a um outro amor que vai surgindo, e que há de partir também. Nem eu sei quando…”


rainha de maio, valeu o teu pique.

Novembro 8, 2009

chegou de repente,
rainha de maio
valeu o teu pique
apenas para chover no meu piquenique.

rainha de maio, valeu a viagem
agora já não dá mais…

rainha de maio,
chegou o fim da viagem
agora já não dá mais…

rainha de maio,
o tempo não pára
e não vai esperar.

rainha de maio,
obrigado pelo pique
quem sabe reclique
quem sabe duplique
quem sabe reapareça

rainha de maio,
valeu o teu pique,
rainha de maio
vem para me ajudar.

rainha de maio,
você é meu raio.

rainha de maio
assina essa página,
apenas para selar
o amor que vivemos

rainha de maio,
valeu o teu pique….
rainha de maio,
sua falta será inevitável.
rainha de maio, vem no novembro
vem no dezembro, fica no janeiro.
rainha de maio.
fica comigo,
enquanto for majestade,
enquanto governar de forma absolutista….
o meu coração


não vou relatar.

Novembro 7, 2009

Não vou relatar a minha vida nestas poucas linhas…
Nestes poucos espaços em branco que ela me define.
Sou o branco, o claro.
Sou o início de um branco que nunca ganhará luz própria.


Rotação;

Novembro 6, 2009

A vida não é continuamente e ininterruptamente feliz, as pessoas, os lugares e as palavras machucam como pregos afiados, e abrem feridas doem como o fogo que consome: o fogo do ódio. As pessoas deixam cicatrizes que jamais curarão, os lugares deixam marcas que jamais desaparecerão, e por fim, as palavras abrem feridas que jamais fecharão, são feridas enormes que o tempo é incapaz de fechar, porque somos humanos, somos seres pensantes. Enquanto houver racionalidade jamais esqueceremos a ferida que foi aberta com as palavras e que com elas são amenizadas pouco a pouco, mas nunca fechada, e assim a vida é seguida, dia-a-dia, sem exitar, sem cessar. O movimento de rotação não tende a parar se a sua vida desandar, o mundo não pára se o seu mundo resolveu tirar um cochilo, se o seu mundo resolveu hibernar no verão, na primavera ou em qualquer outra estação incomum. A infelicidade é tão latente como a sede de vida daqueles que esquecidos estão, por este mundo incrédulo que gira sem parar, e em seus sucessivos movimentos circunféricos somos esquecidos e amenizados ao nada, ao comum. As dores são tão latentes como o sol que vagarosamente está iluminando o seu dia escuro, sobre a sua vida escura e sobre os seus olhos que cegos estão com os insucessos que passara e que vivera. A nossa infelicidade está incrustada no berço, no auge do gozo que deu início a formação fetal mal estruturada, problemática, e indecente. A partir do ato sexual, um novo início estaria a começar, mas o mundo, com suas façanhas e suas leis físicas (propostas por Einstein) acelerou seu processo de rotação e faz-nos esquecer (não viver) o pretérito, o presente e o futuro. Hoje somos (sim, meus queridos irmãos) aquilo que ficou no passado, e que não fora vivido intensamente, somos o átomo menos importante na tabela periódica, somos o incidente ocorrido de forma desastrosa no ocidente. Não culpem-me, culpem aquele que deu-nos a vida, àquela que deu-se de vida, e a si, que permitiu-se viver. Faça o que eu faço, e deixem-se viver de maneira mais tranquila. Ponha a culpa nos outros, porque o “outro” nunca ouvirá, e nem se importará com a sua opinião, o “outro” também é um nada como nós.


get happy :)

Novembro 5, 2009

Vou estar feliz como naqueles dias em que essa música toca tão aceleradamente, e que acelera meus batimentos cardíacos, e quando eu fico dançando sozinho no meu quarto; Vou estar feliz enquanto tocar essa música da vida, para que eu possa sempre acender o meu cigarro e dizer “if you want to be free, be free, there’s a million things to be, you that there are.”
Vou estar feliz enquanto pensar que um dia, de fato, eu fui feliz, e quando aquele texto enorme me fizeram derramar lágrimas. Vou estar feliz enquanto eu me excitar com aquelas fotos sensuais, e artisticas. Serei feliz enquanto você pensar em mim, e enquanto eu souber que existe alguém que me ama, e pensa em mim.

Vou estar “be happy” enquanto a vida deixar de ser tão séria,
Enquanto eu danço, eu canto, eu grito “we can do what we want”
Vou estar sempre com a felicidade estampada no rosto quando você disser que me ama, e o meu sarcasmo transparecê-la.
Vou estar feliz,
Vou estar feliz
Estarei feliz, dont worry!
Estarei feliz, enquanto você está triste. ‘coz there’s a million ways to be!
Estarei feliz enquando você derramar as lágrimas,
Estarei feliz, porque eu sei que me ama, eu sei que nunca esquecerá.
Estarei sempre feliz, porque sou amado.
E um dia talvez este verbo possa ser escrito na primeira pessoa do plural.
Basta apenas fazer valer a pena, basta apenas correr os riscos que tem de correr.
Tudo na vida é um teste, e este teste poderemos superar.


O pra sempre sempre acaba.

Novembro 4, 2009

Toda essa dualidade existente não é suficiente para atingir o impossível e fazer-me tocar as estrelas; Todo o sentimento existente não é possível de fazer o “nada” virar tudo.
Há disparidades no nosso modo de vida, que nos encurtam a sentimentos pequeninos e pouco duradouros, são sentimentos sujos de tinta, sempre temos que lavá-los para que acordemos limpos amanhã. Na estrada da vida, o asfalto está irregular, e os incidentes são inesperados.
O pra sempre sempre acaba! Nada nessa vida dura uma eternidade.
É a lei da natureza: Eu acabo, tu acabas, ele acaba!
Para tudo há começo, meio e fim, da mesma maneira que a lei da vida segue, porque tudo o que sentimos e fazemos é vida.
Na estrada da vida, os acontecimentos vão sucedendo-se de forma lenta, e quando paramos para avaliá-los, vimos que essa estrada desgastou-se, a vida desgastou-se.
A vida acabou, mas uma nova vida sempre tende a começar.