florbela diz:

Novembro 9, 2009

“… E este amor que assim me vai fugindo é igual a um outro amor que vai surgindo, e que há de partir também. Nem eu sei quando…”


rainha de maio, valeu o teu pique.

Novembro 8, 2009

chegou de repente,
rainha de maio
valeu o teu pique
apenas para chover no meu piquenique.

rainha de maio, valeu a viagem
agora já não dá mais…

rainha de maio,
chegou o fim da viagem
agora já não dá mais…

rainha de maio,
o tempo não pára
e não vai esperar.

rainha de maio,
obrigado pelo pique
quem sabe reclique
quem sabe duplique
quem sabe reapareça

rainha de maio,
valeu o teu pique,
rainha de maio
vem para me ajudar.

rainha de maio,
você é meu raio.

rainha de maio
assina essa página,
apenas para selar
o amor que vivemos

rainha de maio,
valeu o teu pique….
rainha de maio,
sua falta será inevitável.
rainha de maio, vem no novembro
vem no dezembro, fica no janeiro.
rainha de maio.
fica comigo,
enquanto for majestade,
enquanto governar de forma absolutista….
o meu coração


não vou relatar.

Novembro 7, 2009

Não vou relatar a minha vida nestas poucas linhas…
Nestes poucos espaços em branco que ela me define.
Sou o branco, o claro.
Sou o início de um branco que nunca ganhará luz própria.


Rotação;

Novembro 6, 2009

A vida não é continuamente e ininterruptamente feliz, as pessoas, os lugares e as palavras machucam como pregos afiados, e abrem feridas doem como o fogo que consome: o fogo do ódio. As pessoas deixam cicatrizes que jamais curarão, os lugares deixam marcas que jamais desaparecerão, e por fim, as palavras abrem feridas que jamais fecharão, são feridas enormes que o tempo é incapaz de fechar, porque somos humanos, somos seres pensantes. Enquanto houver racionalidade jamais esqueceremos a ferida que foi aberta com as palavras e que com elas são amenizadas pouco a pouco, mas nunca fechada, e assim a vida é seguida, dia-a-dia, sem exitar, sem cessar. O movimento de rotação não tende a parar se a sua vida desandar, o mundo não pára se o seu mundo resolveu tirar um cochilo, se o seu mundo resolveu hibernar no verão, na primavera ou em qualquer outra estação incomum. A infelicidade é tão latente como a sede de vida daqueles que esquecidos estão, por este mundo incrédulo que gira sem parar, e em seus sucessivos movimentos circunféricos somos esquecidos e amenizados ao nada, ao comum. As dores são tão latentes como o sol que vagarosamente está iluminando o seu dia escuro, sobre a sua vida escura e sobre os seus olhos que cegos estão com os insucessos que passara e que vivera. A nossa infelicidade está incrustada no berço, no auge do gozo que deu início a formação fetal mal estruturada, problemática, e indecente. A partir do ato sexual, um novo início estaria a começar, mas o mundo, com suas façanhas e suas leis físicas (propostas por Einstein) acelerou seu processo de rotação e faz-nos esquecer (não viver) o pretérito, o presente e o futuro. Hoje somos (sim, meus queridos irmãos) aquilo que ficou no passado, e que não fora vivido intensamente, somos o átomo menos importante na tabela periódica, somos o incidente ocorrido de forma desastrosa no ocidente. Não culpem-me, culpem aquele que deu-nos a vida, àquela que deu-se de vida, e a si, que permitiu-se viver. Faça o que eu faço, e deixem-se viver de maneira mais tranquila. Ponha a culpa nos outros, porque o “outro” nunca ouvirá, e nem se importará com a sua opinião, o “outro” também é um nada como nós.


get happy :)

Novembro 5, 2009

Vou estar feliz como naqueles dias em que essa música toca tão aceleradamente, e que acelera meus batimentos cardíacos, e quando eu fico dançando sozinho no meu quarto; Vou estar feliz enquanto tocar essa música da vida, para que eu possa sempre acender o meu cigarro e dizer “if you want to be free, be free, there’s a million things to be, you that there are.”
Vou estar feliz enquanto pensar que um dia, de fato, eu fui feliz, e quando aquele texto enorme me fizeram derramar lágrimas. Vou estar feliz enquanto eu me excitar com aquelas fotos sensuais, e artisticas. Serei feliz enquanto você pensar em mim, e enquanto eu souber que existe alguém que me ama, e pensa em mim.

Vou estar “be happy” enquanto a vida deixar de ser tão séria,
Enquanto eu danço, eu canto, eu grito “we can do what we want”
Vou estar sempre com a felicidade estampada no rosto quando você disser que me ama, e o meu sarcasmo transparecê-la.
Vou estar feliz,
Vou estar feliz
Estarei feliz, dont worry!
Estarei feliz, enquanto você está triste. ‘coz there’s a million ways to be!
Estarei feliz enquando você derramar as lágrimas,
Estarei feliz, porque eu sei que me ama, eu sei que nunca esquecerá.
Estarei sempre feliz, porque sou amado.
E um dia talvez este verbo possa ser escrito na primeira pessoa do plural.
Basta apenas fazer valer a pena, basta apenas correr os riscos que tem de correr.
Tudo na vida é um teste, e este teste poderemos superar.


O pra sempre sempre acaba.

Novembro 4, 2009

Toda essa dualidade existente não é suficiente para atingir o impossível e fazer-me tocar as estrelas; Todo o sentimento existente não é possível de fazer o “nada” virar tudo.
Há disparidades no nosso modo de vida, que nos encurtam a sentimentos pequeninos e pouco duradouros, são sentimentos sujos de tinta, sempre temos que lavá-los para que acordemos limpos amanhã. Na estrada da vida, o asfalto está irregular, e os incidentes são inesperados.
O pra sempre sempre acaba! Nada nessa vida dura uma eternidade.
É a lei da natureza: Eu acabo, tu acabas, ele acaba!
Para tudo há começo, meio e fim, da mesma maneira que a lei da vida segue, porque tudo o que sentimos e fazemos é vida.
Na estrada da vida, os acontecimentos vão sucedendo-se de forma lenta, e quando paramos para avaliá-los, vimos que essa estrada desgastou-se, a vida desgastou-se.
A vida acabou, mas uma nova vida sempre tende a começar.


Segredos

Novembro 2, 2009

Tudo na vida e ao nosso redor tem uma explicação, nem sempre pode ser uma explicação visível e fácil, mas para tudo existe uma, é fato. A nossa vida é explicada pelas amenidades sofridas e pelas frustrações adquiridas ao decorrer da mesma.
O segredo do insucesso, da lágrima e da infelicidade é expresso em poucas palavras, e guardado a sete chaves, para que o mundo não conspire contra nós; O segredo é difícil de ser dito, as lágrimas o consomem, ficam difíceis de compreender, mas é um segredo.
A vida é absolutamente sensacional e cheia de surpresas, encontrei um segredo perdido, e que me foi confiado com lágrimas e ternura nos olhos, um segredo.
Eu tenho um segredo em minhas mãos, e nele eu tenho as lágrimas escorrendo sobre o meu ombro amigo. Um segredo me foi confinado!
Nossa, a felicidade é tão grandiosa.
Nunca me contaram um segredo, e agora eu posso compartilhar das dores, ah… Eu posso.
Um segredo.
Apenas um dos inúmeros que podem surgir, este é um segredo que marca o início de uma história que será escrita com canetinhas coloridas, da cor da felicidade.
Passaremos uma borracha no texto preto e branco e recomeçaremos a escrever a vida, repleta de segredos, com canetinhas coloridas da cor da nossa felicidade, da intensidade.
Querido amigo, um segredo você me confiou.
Você me datou um segredo com lágrimas correntes sobre a minha pele que estava a acalantar a tua tristeza.
Obrigado mais uma vez pelo segredo.
De fato, a nossa vida é uma caixinha de surpresas.
Um segredo apenas pode mudar tudo,
E tudo pode ser mudado com “O segredo”.


Blind

Novembro 2, 2009

Perdi a visão quando olhei no seus olhos
Perdi a visão quando você chegou em mim
Compenetrado estava, e você abalou minha estrutura
A vida está escura, estou vivendo numa cegueira utópica
Estou a viver uma magia irritante aos meus olhos
Estou cego
Deixou-me cego
Cego, cego.

Perdi o rumo, a atenção
Perdi-me em ti
Perdi
Eu perdi a mim mesmo
Tu cegaste meu mundo
Não consigo enxergar, meu foco é você.

Perdi a visão, e com ela sua imagem ficou gravada em minha cabeça.
O mundo não faz sentido, nada faz.
Apenas a doce ilusão de um fim ameno, amargo
A doce conformidade de que chegaremos ao extremo.
Perdi a visão, e agora só vejo o seu mundo.
Vem comigo, segura na minha mão.
Guia-me pelo seu mundo
Mostra-me suas façanhas
Mostre-se
Guia-me pelo seu mundo
Apenas por hoje, mostre-me o seu mundo.


Cruzamento

Novembro 1, 2009

Sobre a linha de partida dou o sinal
E corro suavemente e agressivamente em busca de aventura
Em busca de perigo, emoção.
Sobre a linha de partida piso no acelerador
E com a veemente força de vontade, sigo em frente.
Cruzo estradas e caminhos
Cruzo a vida, e nela descubro as verdades e as surpresas.

Sobre a linha de partida eu dou o sinal
Aquele que declara que a felicidade está a poucos quilômetros
Aquele que demonstra que a vida vai estabilizar
E que a inconstância vai cessar,
A constância voltará e aqui comigo estará.

Sobre a linha de partida eu dou o sinal
Sem o objetivo de alcançar a chegada.
Sobre a linha eu ando, em linha reta
Não espero o fim, não espero alcançar
Nada espero da corrida.

Sobre a linha de partida eu dou o sinal
E no cruzamento eu percebo que a vida é maravilhosa
E que o caminho percorrido e sofrido é viável
É válido, e sustentável.
A vida parece nascer, e com ela a “vida”.
Cruzei caminhos inenarráveis e cruzarei enquanto durar a corrida.


Se eu pudesse gritar…

Outubro 31, 2009

Eu diria tudo o que não posso.
Gritaria que almejo demais a felicidade, mas que existem pessoas que fazem-me regredir com a funebridade e angústia que leva no peito, e que isso é o meu karma.
Se eu pudesse gritar bem alto, eu diria para o mundo que nos amamos, porque amor é para ser compartilhado, amor é universal e o mundo precisa ter conhecimento de nós. Porém, a mentira encobre o amor, de fato. Somos fugitivos do nosso prazer.
Se eu pudesse…
Eu diria todas as palavras que eu nunca disse, faria tudo de forma diferente, seria menos racional, me entregaria mais… Se eu pudesse…
Na verdade, eu não sei porque não posso.
Algo me prende.
Estou exilado na escuridão da minha alma e busco saídas através de buracos pequenos, na verdade feridas, que nunca fecham, nunca curam, nunca…
E vou-me ferindo ainda mais, para liberar toda uma felicidade que não existe, que não está dentro de mim.
Se eu pudesse gritar bem alto…
Eu diria que sou um mentiroso e que tento passar uma imagem feliz que não me pertence. O sorriso continua no meu rosto, a todo o momento enquanto a vida me cerca.
Eu diria, se eu pudesse, que eu me escondo do mundo, por razões óbvias que não vem ao caso agora. E diria que a minha mobilidade nunca chegará, e que eu já me contentei nesta condição.
Eu diria que os amores vem e vão, e que nenhum fica, nenhum marca, nenhum… Sempre vem outro por cima para apagar os resquícios de um passado de felicidade/infelicidade.
Se eu pudesse gritar, eu admitiria que nada é pra sempre, de fato.
Nada é pra sempre, nadinha.
E que as datas me deixam triste, e que o movimento de rotação da terra me deixa absolutamente triste.
Se eu pudesse admitir a vida… Mas eu não posso.
Se eu pudesse gritar pro mundo… Mas eu não posso.
Se eu pudesse apenas dizer um sim, e um “eu te amo”… Não posso.
Vivo num mundo de impossibilidades, o que acarreta indiretamente o surgimento de novas, e novas impossibilidades.
Se eu pudesse… eu me daria todinho.
Mas eu não posso, eu não sou completo!